Fisiologia digestiva
É um serviço especializado no diagnóstico de doenças digestivas ou não, que cursam com alterações na função motora dos órgãos. Este Serviço é pioneiro no Pará, iniciando suas atividades em 1997, inicialmente oferecendo apenas o exame de pHmetria esofágica de 24 horas, e posteriormente incorporando novos métodos diagnósticos de avaliação dos distúrbios motores e de funcionamento do trato digestivo alto e baixo, de maneiras que atualmente está entre os mais completos do Brasil.
1. pHmetria esofágica de 24 horas
2. Eletromanometria esofágica.
3. Eletromanometria anorretal.
4. Determinação do tempo de latência motora terminal dos nervos pudendos
5. “Biofeedback”
6. Determinação do tempo de trânsito colônico com marcadores radiopacos.
1. pHmetria esofágica de 24 horas
É atualmente o exame mais adequado para o estudo do
refluxo ácido gastroesofágico, sua intensidade e correlação com queixas
digestivas, otorrinolaringológicas, respiratórias ou cardiológicas
O exame
A pHmetria intraesofágica de 24 horas consiste na medição contínua do pH intraesofágico,
durante um período de 24 horas, utilizando-se um cateter especial de fino
calibre (com um ou mais sensores de pH), que é passado por uma das narinas e
posicionado dentro do esôfago, e que fica conectado a um gravador digital
externo que grava o pH ao nível dos vários sensores. A colocação do cateter é
geralmente bem tolerada, dispensando sedação ou anestesia que não seja local. O
paciente fica com o aparelho (portátil) por 24 horas e deve manter seu ritmo de
vida normal, evitando ao máximo mudar sua rotina de trabalho e alimentar, para
não interferir na fidelidade do resultado. O exame pode ser realizado em
qualquer idade e é bem tolerado.
Está indicada principalmente na:
1. Investigação de sintomas sugestivos de Doença do Refluxo Gastroesofágico (pirose, dor retroesternal, odinofagia, disfagia, dispepsia não ulcerosa, etc.) com endoscopia digestiva alta normal.
2. Avaliação do “tipo” de refluxo Gastroesofágico (ortostático, de decúbito ou combinado) e eficácia da medicação ou cirurgia em pacientes resistentes ao tratamento utilizado.
3. Quadros otorrinolaringológicos recidivantes e resistentes aos tratamentos convencionais, tais como rouquidão, nódulos de cordas vocais, faringo-laringites crônicas, sensação de globus, engasgos freqüentes, etc., para descartar a possibilidade de ser uma manifestação extradigestiva da Doença do Refluxo Gastroesofágico.
4. Quadros respiratórios recidivantes e resistentes aos tratamentos convencionais, tais como tosse crônica não produtiva, pneumonias de repetição, asma brônquica sem resposta ao tratamento, etc., para descartar a possibilidade de ser uma manifestação extradigestiva da Doença do Refluxo Gastroesofágico.
5. Dor precordial com exames cardiológicos normais, para descartar a possibilidade de ser uma manifestação da Doença do Refluxo Gastroesofágico.
6. Regurgitação atípica ou complicada na infância, para avaliar a possibilidade de ser uma manifestação da Doença do Refluxo Gastroesofágico.
7. Controle pré e pós-operatório do tratamento cirúrgico da Doença do Refluxo Gastroesofágico em pacientes que persistem ou voltam a apresentar os memos sintomas pré-operatórios.
Preparo prévio
O paciente
deve passar em consulta pr évia para receber as orientações e esclarecimentos
adequados, pois as orientações são fundamentais para que o exame possa ser
realizado de forma adequada.
» Antes do exame,
» Suspender, com pelo menos 7 (sete) dias de antecedência, todos os medicamentos que esteja tomando para aliviar eventuais sintomas digestivos (gástricos, intestinais, etc.).
» No dia do exame,
» Sugerimos fazer asseio corporal antes de vir a PROCTO
GASTRO, pois durante as 24 horas do exame não poderá fazê-lo, sob risco de
danificar o equipamento.
» Comparecer a PROCTO GASTRO no dia e hora
marcada do exame vestindo camisa de botões, e com jejum de pelo menos 6 horas.
» Trazer um relógio e todos os exames realizados
anteriormente.
» Durante o exame,
» Ter sempre o relógio, uma caneta e a Ficha de Registro das Ocorrências fornecida pela Clínica com você para poder efetuar os registros necessários.
» Evitar expor o aparelho a detector de metais ou Raios X.
» Evite ingerir alimentos muito quentes, frutas cítricas, café puro, bebidas gasosas, chá preto ou mate e bebidas alcoólicas.
» Anote na “Ficha de Registro das Ocorrências”, todas as vezes que:
1. Soar o alarme do aparelho. Verifique se não ocorreu desconexão do aparelho. Caso isso tenha ocorrido reconectar, para que o alarme pare de soar.
2. Sentir algum sintoma tipo azia / queimação, dor no peito, líquido azedo na boca, tosse, engasgos, arrotos, crise de asma ou outro sintoma que achar importante.
3. Ingerir algo (alimentos, bebidas, etc.), especificando o tipo de alimento, horário de início e término, e o tipo de líquido ingerido com o respectivo horário.
4. Deitar, especificando o horário em que deitou e levantou, informando se dormiu ou não.
5. Fumar ou fizer uso de alguma medicação, anotando o nome do medicamento e respectivo horário de tomada.
ATENÇÃO: NÃO TOMAR BANHO E NÃO DEIXAR CAIR ÁGUA NEM BATER O APARELHO EM NENHUM MOMENTO. NUNCA TENTE ABRIR O APARELHO.
2. Eletromanometria esofágica.
Este exame permite uma avaliação funcional
detalhada do corpo esofágico (peristaltismo) e do esfíncter superior e inferior
do esôfago (localização, pressões e funcionamento). Está indicado no
diagnóstico e avaliação de distúrbios na motilidade esofágica e/ou alterações
ao nível do esfíncter inferior e/ou superior do esôfago.
O exame
É realizado através de uma sonda naso-gástrica específica, que contém vários sensores de pressão, que é passada por uma das narinas e posicionada dentro do estômago. Em seguida a sonda é tracionada de cm em cm fazendo-se o estudo dos registros ao nível dos vários sensores. O exame é geralmente bem tolerado, durando cerca de 20 minutos, sendo que o paciente recebe apenas anestesia local na narina, dispensando sedação.
Indicado principalmente na:
1 - Avaliação da disfagia cervical não neoplásica podendo evidenciar a discinesia do
esfíncter superior do esôfago, que não se abre no momento adequado, ou se abre
no momento adequado, porém em intensidade insuficiente, ou ainda se fecha antes
que se finalize a contração da faringe, alterações essas geralmente
relacionadas a afecções do Sistema Nervoso Central.
2 - Avaliação da disfagia retroesternal não neoplásica podendo evidenciar distúrbios na contração
esofágica como no espasmo difuso do esôfago e “esôfago em quebra nozes”, além
de alterações no funcionamento do esfíncter inferior do esôfago como na
acalásia.
3 - Avaliação da atividade motora pré-operatória do
esôfago em pacientes com DRGE, para orientar o cirurgião na melhor técnica para o caso.
4 - Avaliação pré-operatória da localização, pressões e funcionamento do
esfíncter Inferior do esôfago em pacientes com DRGE.
5 - Dor precordial com exames cardiológicos e pHmetria intraesofágica de 24 horas normais, para avaliar a possibilidade de ser uma
manifestação clínica de distúrbio motor do esôfago.
6 - Doenças do colágeno que cursam com
queixas digestivas, para evidenciar o comprometimento esofágico.
7 - Localização dos esfíncteres (inferior e superior) do
esôfago para posicionamento correto do sensor de pHmetria.
Preparo prévio
» Antes do exame,
» Suspender, com pelo menos 2 (dois) dias de antecedência, todos os medicamentos que esteja tomando para aliviar eventuais sintomas digestivos (gástricos, intestinais, etc.).
» No dia do exame,
» Comparecer à Clinica no dia e hora marcada do exame com jejum de pelo menos 8 horas.
3 - Eletromanometria anorretal.
Este exame permite a avaliação funcional do
aparelho esfincteriano do ânus e da sensibilidade retal, indicado
principalmente nos distúrbios da continência ou evacuação.
O exame
É realizado através de uma sonda específica,
que contém vários sensores de pressão e um balão de látex em sua extremidade,
que é passada através do ânus, com o paciente em decúbito lateral esquerdo, e
posicionada dentro do reto. Em seguida, a sonda é tracionada de cm em cm
fazendo-se o estudo dos registros ao nível dos vários sensores. O exame é
indolor e bem tolerado, durando cerca de 20 minutos, sendo que o paciente
recebe apenas a aplicação de um lubrificante no ânus, dispensando sedação ou
anestesia.
Está indicada na:
1 - Avaliação da função esfincteriana anal e sensibilidade retal em pacientes com incontinência ou urgência evacuatória permitindo a demonstração de hipotonia esfincteriana e/ou diminuição no limiar de sensibilidade retal.
2 - Avaliação da constipação intestinal em pacientes com queixa de dificuldade em eliminar as fezes, permitindo a demonstração de contração paradoxal da musculatura perineal durante o esforço evacuatório (Anismus) ou aumento no limiar de sensibilidade retal (megarreto).
3- Avaliação da função esfincteriana anal em pacientes com suspeita de megacólon congênito ou adquirido permitindo a demonstração de ausência do reflexo reto-anal inibitório (relaxamento esfincteriano à distensão do reto).
4 - Avaliação da sensibilidade retal em pacientes com suspeita de Síndrome do Intestino Irritável permitindo a demonstração de aumento ou diminuição no limiar de sensibilidade à distensão retal.
5 - Avaliação de pacientes com proctalgia a esclarecer, permitindo a demonstração de contração paradoxal da musculatura perineal durante o esforço evacuatório (Anismus).
6 - Avaliação de pacientes com fissura anal, para orientar o proctologista na melhor conduta para o caso.
7 - Avaliação pré-operatória em cirurgias de abaixamento ou anastomoses baixas, para alertar o cirurgião do risco de incontinência no pós-operatório. Pressão esfincteriana normal = baixo risco de incontinência pós-operatória. Hipotonia esfincteriana = alto risco de incontinência pós-operatória.
8 - Avaliação pré-operatória em fístulas anais complexas, para orientar o cirurgião do risco de incontinência no pós-operatório. Pressão esfincteriana normal = baixo risco de incontinência pós-operatória. Hipotonia esfincteriana = alto risco de incontinência pós-operatória.
Preparo prévio
» Na véspera do exame
» Aplicar uma bisnaga de Minilax® via retal as 20:00 horas.
» No dia do exame
» Tentar evacuar espontaneamente antes de vir a Clínica Procto Gastro. Não aplicar nenhum laxativo no dia do exame.
» Não há necessidade de jejum.
» Evite realizar durante o período menstrual.
4 - Determinação do tempo de latência motora terminal dos nervos pudendos
Este exame consiste na avaliação da integridade
dos nervos pudendos, que inervam os músculos do aparelho esfincteriano do ânus
e do períneo.
O exame
É realizado com o paciente em decúbito
lateral esquerdo, através da introdução pelo ânus de um eletrodo especial
adaptado ao dedo indicador direito enluvado do examinador, para realizar o
estimulo elétrico do nervo pudendo e registro simultâneo da atividade elétrica
contrátil da musculatura do esfíncter anal. O exame é geralmente bem tolerado,
durando cerca de 20 minutos, sendo que o paciente recebe apenas a aplicação de
um lubrificante no ânus, dispensando sedação ou anestesia.
Está indicada na:
1 - Avaliação da integridade da inervação da musculatura estriada esfincteriana e do assoalho pélvico em pacientes com hipotonia esfincteriana ou incontinência anal, orientando assim na escolha do tratamento mais adequado para o caso.
2 -
Avaliação pré-operatória da integridade da inervação da musculatura estriada esfincteriana nas cirurgias de esfincteroplastia anal, prolapso retal e ressecção retal em pacientes constipados crônicos com esforço para evacuar.
Preparo prévio
» Na véspera do exame:
»
Aplicar uma bisnaga de Minilax® via retal as 20:00 horas.
» No dia do exame:
»
Tentar evacuar espontaneamente antes de vir a Clínica Procto Gastro. Não aplicar nenhum laxativo no dia do exame.
» Não há necessidade de jejum.
» Evite realizar durante o período mestrual.
5 - Determinação do tempo de trânsito colônico com marcadores radiopacos.
Este exame visa avaliar o tempo de trânsito
do conteúdo intestinal ao nível do cólon em pacientes com constipação
intestinal crônica severa, que não respondem às medidas higieno-dietéticas, nem
ao tratamento a base de fibras. Ele permite a confirmação da constipação
patológica e a diferenciação entre a constipação por inércia colônica e a
secundária a síndrome da evacuação obstruída.
O exame
Para realizar este exame são utilizadas três
cápsulas de gelatina contendo em seu interior vários marcadores radiopacos, que
são ingeridas pelos pacientes, e posteriormente realizadas duas chapas de Rx
simples do abdômen, onde são analisados o número e localização dos marcadores
em cada segmento colônico.
Está indicano na:
Avaliação da constipação intestinal severa em adultos, podendo evidenciar hipomotilidade colônica (inércia colônica) ou síndrome da evacuação obstruída (Anismus), orientando assim na escolha do tratamento mais adequado para o caso.
Preparo prévio
» O paciente deve suspender o uso de laxantes com pelo menos 03 dias de antecedência.
» Durante a realização do exame o paciente fica proibido de ingerir laxantes.
» Não necessita de jejum.
6 - “Biofeedback”
É um método de treinamento esfincteriano
supervisionado utilizado no tratamento de distúrbios ao nível do
aparelho esfincteriano do ânus e períneo.
O exame
É realizado com o paciente em decúbito
lateral direito, através da introdução pelo ânus de uma sonda específica, que
contém um balão de pressão em seu corpo e outro balão de látex em sua
extremidade. A sonda é posicionada de maneira que o balão de pressão fique ao
nível no canal anal e o balão de látex da extremidade no interior do reto. Em
seguida, com o paciente visualizando em um monitor as variações de pressão no
canal anal e no reto, é feito o treinamento específico para cada caso. O método
é indolor e bem tolerado, sendo realizado em média ao longo de
04 a
08 sessões (02 sessões
semanais de cerca de 20 minutos cada), sendo que o paciente recebe apenas a
aplicação de um lubrificante no ânus, dispensando sedação ou anestesia.
Está indicado na:
1 - Correção da disfunção evacuatória em pacientes com constipação intestinal
severa secundária a contração paradoxal da musculatura anal durante o esforço
evacuatório (Anismus) ou megarreto psicogênico (encoprese).
2 - Incontinência anal em pacientes sem indicação cirúrgica.
3 - No
pós-operatório de pacientes submetidos à correção cirúrgica da Incontinência
anal.
4 - Na dor
retal crônica e proctalgia fulgaz.
Preparo prévio
» Não necessita de jejum ou qualquer preparo.
» Evite realizar durante o período menstrual.
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