Tudo o que você precisa saber sobre H. pylori.
Os conhecimentos das doenças gástricas estão passando por uma revolução desde a descoberta em 1982, de uma bactéria chamada Helicobater pylori (H. pylori), que pode crescer no estômago.
Com a evolução dos conhecimento, hoje é aceito que esta bactéria causa gastrite e úlcera, e está fortemente associada ao câncer e linfoma gástrico.
Atualmente acredita-se que 60% da população mundial tem o estômago colonizado por esta bactéria. Este percentual pode atingir até 90% em populações de baixa condições sócio-econômicas.
Entretanto apenas alguns indivíduos desenvolverão alguma doença gástrica relacionada à bactéria, pois somente alguns sorotipos de H. pylori são patogênicos. Fatores relacionados ao indivíduo infectado também interferem no desenvolvimento ou não de doenças. Por isso, a simples presença do H. pylori no estômago não significa a obrigatoriedade de tratamento.
A maioria dos indivíduos adquire o H. pylori na infância, e a forma de contaminação mais aceita é através da ingestão de água ou alimentos contaminados.
A simples presença da bactéria é assintomática, sendo a infecção crônica mais comum nos seres humanos. Os sintomas estão relacionados com o desenvolvimento de gastrite ou úlcera, e nessas situações os sintomas mais comuns são “dor de estômago” e má digestão.
Embora existam vários métodos de diagnóstico do H. pylori , o método considerado ideal é a endoscopia, pois além de avaliar a presença de inflamação, úlcera ou câncer, permite a realização de biópsia da mucosa gástrica para exame anatomopatológico e cultura. O exame anatomopatológico serve para confirmar a presença da bactéria e avaliar o grau de inflamação. A cultura serve para estudar a sensibilidade bacteriana e orientar o melhor esquema de tratamento.
Pacientes com gastrite causada pelo H. pylori, devem obrigatoriamente serem tratados pois caso contrário podem evoluir para gastrite crônica atrófica e câncer gástrico. Os pacientes com úlcera causada pelo H. pylori também devem ser tratados para evitar a recidiva.
Quando existe indicação de tratamento, este normalmente é feito utilizando-se a associação entre anti-ácidos potentes e dois antibióticos. O controle para avaliar a eficácia do tratamento é feito cerca de 3 meses após, através de nova endoscopia com biópsia.
A erradicação da bactéria geralmente leva ao desaparecimento da inflamação.
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